terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Luíza Bairros torna-se primeira ministra da Bahia no governo Dilma

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EXCLUSIVO! EXCLUSIVO: Luíza Bairros torna-se primeira ministra da Bahia no governo Dilma

Luíza Bairros
A atual secretária estadual da Promoção da Igualdade Racial, a socióloga gaúcha Luiza Bairros, acaba de ser confirmada ministra da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial do governo Dilma Rousseff. A indicação é uma vitória do Movimento Negro baiano, principalmente das mulheres negras, do governador Jaques Wagner, que se comprometeu com o movimento negro antes das eleições em fazer gestões junto à presidente eleita para que a Seppir viesse para a Bahia depois de oito anos de governo Lula, quando ficou entre Rio e São Paulo, e também do grupo do deputado federal baiano Luis Alberto, um dos nomes que haviam sido cogitados para assumir o cargo. A nomeação do primeiro nome da Bahia para o ministério Dilma atende à exigência de gênero feita pela presidente. Bairros será a primeira mulher negra do governo Dilma. Neste momento, Bairros se encontra no evento do Topa, que acontece na Assembleia Legislativa, ao lado do presidente Lula, recebendo muitos cumprimentos.
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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

CÂNCER DE MAMA

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...amigos, em meio a tanta 'bandalheira' neste mundo virtual, graças a Deus existem também assuntos sérios e de UTILIDADE PÚBLICA que precisam de nossa atenção e respeito.
Este é um deles:
O Instituto do Câncer de Mama está com uma importante campanha.
Cabe a nós atendermos sua solicitação e ampará-lo, pois se depender do Governo (Federal/Estadual/Municipal) será seu fim!!!
 
Vamos salvar o site do câncer de mama?
Não custa nada.
O Site do câncer de mama está com problemas, pois não tem o número de acessos e cliques necessários para alcançar a cota que lhes permite oferecer UMA mamografia gratuita diariamente a mulheres de baixa renda. Demora menos de um segundo, ir ao site e clicar na tecla cor-de-rosa que diz 'Campanha da Mamografia Digital Gratuita'.
Não custa nada e é por meio do número diário de pessoas que clicam que os patrocinadores oferecem a mamografia em troca de publicidade.
Repassem a pelo menos 10 amigos para que eles repassem a mais 10 ou mais amigos, ainda hoje!
E assim estaremos ajudando a salvar este site tão importante.
Este gesto fará uma enorme diferença.


quinta-feira, 14 de outubro de 2010

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SORRIA.

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E por fim:
O cara chega pra gordinha e pergunta: "E aí? Rola?"
E a gordinha, toda feliz: "Rola sim, rola sim!"
E o cara: "Então deita que eu te empurro"

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

PRATO DE ARROZ

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"Um sujeito estava colocando flores no túmulo de um parente quando vê um  chinês colocando um prato de arroz na lápide ao lado. Ele se vira para o chinês e pergunta:

 - Desculpe-me,  mas o senhor acha mesmo que o seu defunto virá comer o  arroz?
  E o chinês responde:
  - Sim e geralmente na mesma hora que o seu vem cheirar as flores!

"Respeitar as opções do outro "em qualquer aspecto" é uma das maiores   virtudes que um ser humano pode ter.
As pessoas são diferentes, "agem diferente" e pensam diferente. Nunca julgue. Apenas compreenda".

terça-feira, 5 de outubro de 2010

homenagem DA SMDH a MAGNO CRUZ

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quadro de MAGNO CRUZ encomendado pela SMDH - Sociedade Maranhense dos Direitos Humanos.
O referido quadro será fixado em local de honra na nova Sede da Entidade localizada no São Francisco.
Criei a arte e repasso aos companheiros para que tomem conhecimento da louvável homenagem.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

O MARAVILHOSO MUNDO DOS BONECOS (o dia que voltei a ser criança)

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Caoca Cruz
ANIMA SONHO - Rio grande do Sul

Qual criança inquieta eu esperava ansioso o horário de ir prá Maria Aragão. Apressava minhas filhas. A desculpa é que ia levá-las prá ver os bonecos, mas na verdade quem estava mais a fim de ver os espetáculos era eu. "Umbora, umbora" gritava eu apressado, "mas você sabe como é mulher prá se arrumar". Chegamos ao local, meus olhos brilhavam, uma estrutura de primeiro mundo, fiquei muito feliz, que assim como eu outras pessoas tratavam os bonecos com respeito. Fiz um passeio pelas barracas, vi os mestres bonequeiros fazendo bonecos, dando vida á imaginação. Vi as barracas de marionetes, criei vida e me fiz boneco numa barraca fotográfica que transformava as pessoas em marionetes ou será que era vice versa.. sei lá... o que importava isso? Aí finalmente o mestre de cerimônias deu início ao sonho, um verdadeiro menestrel, um poeta da linguagem comum... quando num luzido mágico adentrou a Maria Aragão o boi-tatá, imenso... tão grande como os meus medos de infância, acompanhavam o cortejo bonecos imensos que povoaram minha infância, as crianças (as outras) olhavam maravilhadas, e eu cada vêz mais feliz.. eu olhava em seus olhos que o sonho não acabou, que a inocência ainda existe, que a tradição convive com a modernidade. Após o cortejo iniciaram-se os espetáculos, bonecos manipulados de todas as formas, técnicas diferentes, alegrias iguais, menin(a)os... eu vi!

Vi os bonecos modernos (quanta tecnologia) , vi os bonecos antigos do Mestre Vitalino, aqueles acompanhados ao vivo com grupo de forró pé de serra... ah! você sabe o que mais eu vi... vi o espetáculo do Laborarte... aquele bem simples... com apenas um fundo preto... sabe não tinha muita tecnologia não, quase nenhuma a não ser a sonoplastia... mais sabe o que esse espetáculo tinha de mais importante? a magia... a interação...  a participação das crianças (entre elas eu é claro), o riso espontâneo, compartilhado... chorei de tanto sorrir... amparado por uma negra cantando Cacuriá (Cecé)... uma contenda narrada entre o bem e o mal... no qual adivinhem quem saiu vencedor? O Público.











Os fios que ligavam minhas pernas já estavam puídos.. mas num último esforço, dirigi-me ao palco 1. e assisti anestesiado um espetáculo maravilhoso sobre Santos Dumont... um show de manipulação, efeitos sonoros, sonoplastia, e todos e quaisquer outros adjetivos técnicos e pirotécnicos cabíveis ao espetáculo bonequeiro.

Isto findo, dirigi-me a uma barraquinha de churrasquinho de gato, e enquanto comia os pedaços do chaninho, me senti um homem muito feliz. Ah! minhs filhas, rapá sabe que até esqueci delas, mas elas estavam o tempo todo ao meu lado, me olhando admiradas, como quê exclamando: "Pai, eu nunca te vi tão feliz!".

Obrigado artistas... eu Pai, que sempre pego os fios, sempre manipulo, sempre dou as coordenadas, nesse dia fui eu o boneco, minhas filhas me conduziram, me deixaram viajar nos meus sonhos... me deram corda...e, quando chegamos em casa... simplesmente guardaram os fios... e eu amanheci mais feliz..

"Só sei que foi assim" ... o dia que eu voltei a ser criança!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

ENQUANTO ISSO... no CENSO 2010

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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

COTAS RACIAIS - PERGUNTAS E RESPOSTAS

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Cotas - Perguntas e Respostas Exibe a versão de impressão da página Retorna para a página anterior



Apresentação
Discutir aspectos relativos às ações afirmativas, especialmente cotas raciais, e oferecer argumentos favoráveis à sua adoção são os objetivos da cartilha "Cotas raciais, por que sim?" , uma publicação do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas - Ibase, de autoria da pesquisadora da instituição Cristina Lopes.

A presente publicação é fruto dos primeiros debates de uma longa série ocorridos nos meses de maio e junho de 2005, em escolas públicas e particulares na cidade do Rio de Janeiro, e que continuam ocorrendo, neste segundo momento, também nos cursos pré-vestibulares comunitários. O crescimento da demanda por rodas de conversa sobre cotas raciais nos apontou a necessidade de produzir um instrumento que levasse ao público argumentos a favor dessa política, ao contrário do que usualmente se veicula na grande mídia, estimulando e qualificando o debate.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

DENÚNCIA!

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fatos para não esquecermos

Genocídio em Ruanda - Entre Abril e Junho de 1994, um número estimado de 800 mil ruandeses foram mortos no espaço de 100 dias.

O genocídio em Darfur- afirmou 400.000 vidas e desalojou mais de 2,5 milhão de pessoas. Mais de cem pessoas continuam a morrer todos os dias, cinco mil morrem a cada mês.Desde fevereiro de 2003, o governo sudanês em Cartum e patrocinado pelo governo da milícia Janjaweed usaram o estupro, o deslocamento, a fome organizada, as ameaças contra os trabalhadores humanitários e assassinato em massa. Violência, doenças e deslocamentos continuam a matar milhares de inocentes Darfur cada mês.

Nigéria - Os principais problemas foram causados mais por diferenças políticas, étnicas e religiosas em que parece que o país parece não conseguir superar isso. existem mais de 1 milhão de vítimas.

genocídio na Guiné-Bissau- desde a década de 1960. A luta aqui é, principalmente entre o povo eo governo, e foi provocada por divergências políticas. a morte de 1000 de nativos da Guiné-Bissau

A República Democrática do Congo e de seus aliados acusam a ONU de ignorar um "genocídio" de 2,5 milhões de pessoas na controladas pelos rebeldes no leste do país

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Célia Sampaio - Essa É Minha Cultura

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BRASIL QUILOMBOLA

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MISS MARANHÃO - NEGRA, LINDA , INTELIGENTE... quer mais?

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A VOZ MANSA DE DICY ROCHA

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Série Cantoras da Ilha – Dicy Rocha

Quero mostrar a dor e a alegria, esses dois sentimentos que com a música dialogam sempre. Há tudo, as dores que foram transformadas em música, em poesia…

A serenidade espalha-se imperativamente pelo ambiente onde está quem ouve a melodiosa e mansa voz da cantora Dicy Rocha. Quando ela canta, parece sim, todos calam. Os improvisos são constantes. Há preocupação com a poesia. A vontade é grande. Ainda sem muito estudo musical, o canto precisa de mais força e mais persistência. A segurança vem de reconhecer a constante necessidade de evolução. Aos 31 anos, conhecidas pelos artistas e rueiros da noite ludovicense e já premiada como melhor intérprete do 11º Festival Universitário de Reggae (Unirregae) e pelo III Festival João do Vale da Música Popular em 2008, Dicy guarda uma presença forte no palco, que se reflete em suas palavras. Com uma carreira iniciada ainda quando adolescente em Coroatá, sua cidade natal, ela, desertora da Engenharia Civil e radicada na Ilha, é a personagem inicial da série “Cantoras da Ilha”, que se inicia hoje no caderno Alternativo, com uma perspectiva de correr São Luís para retratar um pouco vida e do trabalho das novas e das consagradas intérpretes. Dicy Rocha vai apresentar sexta-feira, 3 de setembro, no Odeon Sabor e Arte (Praia Grande), o show Negra Melodia, marcado pela pessoalidade, pela improvisação.
Por que a escolha da música para se manifestar?
Dicy Rocha –
Eu acho que eu não escolhi a música. Acho que foi ela que me escolheu. Eu não consigo separar-me dela de jeito nenhum, porque eu tenho uma relação muito íntima com a música. Antes de pensar em apresentar para outras pessoas, de apresentar-me no palco, eu sinto ela muito próxima de mim. A minha infância foi toda muito musical. Nossos somos um povo muito musical, pois nossa oralidade é muito rica. Eu cresci ouvindo histórias por meio de músicas que minha avó criava. E as histórias infantis são assim todas carregadas de muita oralidade. Fora que no interior do estado onde eu nasci e me criei todas as figuras que eu me recordo tinha muito de musicalidade. Como figuras, refiro-me às pessoas do dia-a-dia, do seu Francisco da quitanda às pessoas de casa como minhas tias, minha avó. Além disso, houve muita a influência do meu pai e da minha mãe. Sempre ouvi muita coisa vinda deles. Com os vinis do meu pai, meio que fiquei um pouco protegida da influência dos grandes veículos de comunicação. Neles havia muita coisa boa. Depois de um tempo apareceram alguns convites, passei a subir no palco. Contudo, o início foi na igreja. Eu sempre me expressei por meio da música, porque eu sempre fui muito tímida, principalmente na infância. Então, não dizia nada, mas estava ali cantando.
E como foi a transição da igreja para o palco?
Dicy Rocha –
Foi, na verdade, por meio de um convite de um amigo muito querido, que é o cantor Wilson Zara. Na época, eu cantava com minha irmã e uma amiga. Zara nos convidou para assumir os vocais no Tributo a Raul Seixas, organizado por ele. Depois desse show, eu e minha irmã Jovenilde Rocha começamos a pensar na possibilidade de cantar pela noite e, assim, a montar um repertório. Com essas idéias, montamos o grupo Flor de Cactos, que durou 10 anos e foi um período marcante da minha vida. Era um trio feminino, no qual a gente cantava muito samba, muita bossa. De Coroatá, nós viemos para São Luís e passamos muito tempo. Agora, que eu comecei “a minha Dicy”, colocando em prática as coisas com as quais me identifico.
Pode-se ver que hoje em dia as cantoras tem primado por diálogo com a música tecnológica, utilizando de muitos efeitos, o que há de moderno dentro da música que você canta?
Dicy Rocha – Na verdade, eu não estou muito moderna não, sabe (risos). Até os samplers (efeitos comandados por um DJ), que “invadem” os intervalos do repertório do show que tenho montado, saem direto do vinil. Essa é uma parte que eu considero muito bacana da apresentação. Eu sempre curti muito o som do vinil. Quando conheci o Joaquim (Zion), DJ, eu voltei a rever muita coisa dentro desse universo meio perdido. Há muitas coisas que ainda não foram remasterizadas. Muita música e registro em vinil, que não tem no formato de CD. Uma das minhas felicidades em apresentar o show “Negra Melodia” é a presença constante da poesia. No show, os samplers apresentam poemas de Vinícius, de Drummond e outros e eles estão todos interligados. Tem sido algo incomum, que tem levantado muitos elogios do público.  No show, há muita continuidade. Os poemas impedem as paradas, os cortes. No palco, é começo e fim de repente. O bom é que ainda tem muita coisa a se apresentar. Aos poucos a gente vai apresentando mais. O repertório faz parte de uma pesquisa pessoal que tenta reunir algumas cantigas do Maranhão. Cantigas de lavrador, de lavadeiras, de gente simples mesmo. Eu comecei com essa história em casa, no quintal. Comecei a pegar umas canções pelas quais eu me apaixonei, mostradas por minha avós. Músicas que eram cantadas durante a caminhada para a roça e que eu achei que tinha muito do meu trabalho, do que eu queria mostrar no “Negra Melodia”. Entre os poemas do vinil e as outras músicas, há essas cantigas maranhenses.

E quanto ao papel da cultura negra em sua música?
Dicy Rocha –
Acho que é um dos traços mais fortes na minha música. Não foi algo que eu pensei: – Ah, eu vou por esse campo a partir de agora. Acho que agora é o que sinto necessidade de expressar. Até porque eu me identifico e ouço muito. Gosto muito dos ritmos africanos. A nossa música tem todas as ligações possíveis com a raiz africana. Acho que todos ritmos que eu ouço no Maranhão tem um pouco. Na música de Cabo Verde, no dialeto crioulo, no zouk, eu sempre vejo e digo: isso aqui é a célula de um ritmo maranhense. Do tambor de crioula, ao terecô de caixa. Cada vez mais eu vejo o quanto estamos ligados a nossa origem. Não tem como está. A temática de show por si só é bem negra porque gosto de fazer essa ênfase. Quero mostrar a dor e a alegria, esses dois sentimentos que com a música dialogam sempre. Há tudo, as dores que foram transformadas em música, em poesia…

Hum hum… eu sou saliente mesmo (risos). Eu tenho esse cuidado sempre tentar colocar uma cara minha no trabalho. Acho que para todo intérprete essa é uma perspectiva”

Em suas apresentações, há muito improvisações…
Dicy Rocha –
Hum hum… eu sou saliente mesmo (risos). Eu tenho esse cuidado sempre tentar colocar uma cara minha no trabalho. Acho que para todo intérprete essa é uma perspectiva. Eu canto a música que eu gosto muito. Tento levar ao show, o que eu faço em casa. Pego uma canção e fico cantando durante o dia, diversas vezes. A improvisação era um trabalho desde o início, desde o Flor de Cactos. Onde nós fazíamos muita coisa bacana, porque a gente sempre foi muito livre. E nesse novo trabalho, também me sinto muito bem ambientada e tudo é muito próximo, o que me possibilita improvisar sempre. Tento sempre imprimir algo que tenha a ver comigo dentro das minhas possibilidades. Às vezes, funciona, outras vezes não. Mas as pessoas já percebem: isso aqui foi você quem fez, não é? E isso é muito significativo. Acho que meu canto é muito simples. Ainda não tive a oportunidade de estudar canto, mas acho que um problema que vou enfrentar é essa vontade de sempre querer colocar a minha cara no trabalho que faço, porque pesa sempre a questão das regras etc. Contudo, quando for estudar, vou priorizar o que me deixa mais livre.
Ouça
http://myspace.com/dicyrocha
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Entrevista completa da Série Cantadoras da Ilha, do caderno Alternativo, do jornal O Estado do Maranhão (@OEstadoMA)

domingo, 29 de agosto de 2010

MATÉRIA DA TV MIRANTE SOBRE A MORTE DE MAGNO CRUZ

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VALEU NEGÃO!

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HERTZ DIAS (Movimento Hip Hop Quilombo Urbano/MA) Poesia do Professor de História da UFMA.
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Ei irmão Magno, tá me escutando negão?  Permita-me conversar contigo, pois sei que você sempre foi divã para as angústias de nossas negritudes. Posso falar? Tenho certeza que não estás triste, com saudades imagino. Não estás triste por que sei que tua indignação na luta, sem nunca ter perdido a ternura, foi sempre no sentido de fazer brotar alegria em meio ao jardim de pedra de nossas dificuldades.

Hoje estás dormindo, amanhã acordarás para a eternidade. Zumbi, Malcolm, Cosme, Dandara, Firmina e tantos outros te esperam, vai ter festa no Quilombo. Vai ter Gerô nos Cordéis, Escrete no Afoxé, Preto Ghóez nas rimas, Ras Francisco tocando uma seqüência de reggae roots e Antônio Vieira maestrando a festa.

 Fala pra Silva Cantanheide não esquecer dos “MENINOS DO HIP HOP”, só lembra a ela que a maioria desses meninos  já são quase avôs. Encontra um jeitinho de dizer pra Olorum que ele poderia esperar só mais um pouquinho, ficamos meio “bolado” com ele, Deus apressadinho esse hein?.  Tudo bem cara, você venceu a morte, agora tem o privilégio de ser imortal. Você se imortalizou nas tranças dredelokes de quem antes tinha vergonha dos seus carapinhos. Você fez renascer o orgulho negro destruído pelo racismo brasileiro. Se o CCN foi o ventre de todas as demais entidades negras do Maranhão, você foi genitor de nossa negritude moderna.

Olha, não vai falar isso pra Zumbi e CIA pra não rolar ciumeira, mas é verdade, se não fosse por você muitos de nós não teríamos se quer ouvido falar na história deles. Sem oficialmente ser, você foi nosso maior professor, às vezes meio profético. Muito não acreditavam que chegaríamos até aqui. Na mata fechada do racismo você ajudou abrir e alargar as trilhas de nossas negritudes. Você fez o improvável se tornar possível. Você tinha uma missão sem ser messias, nunca se “gabou” do que fez, mas fez sempre por amor e com amor. Lutou por quem nunca viu e por quem nunca foi visto, AMIGO INVISIVEL de verdade!!!

Não interpreta nossas lágrimas só como sinônimo de tristeza. Sentimento humano é complicado mesmo, você sabe disso. Na verdade choramos por que lembramos tudo de bom que você fez. Choramos por que somos egoístas, queríamos você sempre conosco, entende né? Tudo bem, os deuses africanos sabem o que fazem, não precisa lembrar não.

Camarada, sempre que possível sinalize para nós, vamos ficar esperando. Resistências, Vitórias, Conquistas, Alegrias, Justiça, Igualdade, Solidariedade, Orgulho, Auto-estima, em cada um desses momentos você estará nos acompanhando e sinalizando. De agora em diante vamos nos dedicar um pouco mais para fazer valer cada um desses objetivos coletivos, para que você possa está muito mais vezes conosco.

                                                VALEU NEGÃO!!!!!!!!!
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Enviado por: RICARDO BATY

Polícia Federal informa: Não desligue seu celular! Bandidos mudaram a tática! Tenha cuidado. Deixe seu celular LIGADO..

Aquele golpe que estavam dando na praça, dizendo que haviam seqüestrado um parente seu e exigindo resgate? Pois é, infelizmente ele foi remodelado, adaptado, já que a imprensa nacional andou divulgando o método que era utilizado.

Agora, os criminosos ligam para você dizendo que seu celular foi clonado: - Alô, Fulano? Nós somos da (VIVO CLARO/OI /TIM) e estamos informando que seu celular foi clonado. Você deve desligá-lo por 1 hora apenas, para que possamos efetuar averiguações na linha do seu celular.

Você, acreditando na ótima prestação de serviço, desliga o celular por uma hora, afinal o pedido é somente para desligar o celular, 'que mal teria'?

Aí é que vem o perigo... Os bandidos durante esta hora ligam para sua casa e praticam o golpe do seqüestro, previamente preparado..

Quem atende o telefone na sua casa, liga rapidamente para o seu celular e ouve: 'Este celular está desligado ou fora da área de serviço'. Daí em diante é só pavor total, na família, nos amigos, no trabalho... Portanto,
muito cuidado.

Se ocorrer esse fato, MANTENHA SEU CELULAR LIGADO. NÃO O DESLIGUE EM HIPÓTESE ALGUMA.

Para a área técnica da operadora checar alguma coisa na sua linha não é necessário desligar o aparelho, portanto não há justificativa para desligá-lo. Ao contrário, entre imediatamente em contato com as pessoas mais próximas à você (familiares, amigos, colegas de trabalho) e os alerte do fato.

Após isso, entre em contato com a Polícia (ligue 190 e/ou vá à Delegacia de Polícia mais próxima).

Esse aviso é sério. REPASSE ESSA INFORMAÇÃO.

MAGNO CRUZ - tua luta te dignifica

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Antonio Vieira – Militante do Movimento Negro/MA e Ex-Presidente do CCN. São Luís(MA), 09 de agosto de 2010
É magnífico ver-te, agora na ressurreição da vida, inspirando-nos à luta, sem nada falar-nos, sem se quer precisar gritar e arregalar os teus olhos de anjo barroco, sacudir no ar as tuas tranças e bradar:
- Isto não pode acontecer!
Ouvimos e haveremos de seguir o teu grito de luta meu irmão. Isto não pode acontecer! Eis aí a exortação feita à militância do movimento negro e de todos os movimentos sociais que lutam por justiça:
 Não pode acontecer de calar-nos, de deixar-nos conduzir como se fôssemos homens e mulheres tontos, embriagados pela alienação, que tem olhos e não veem, que andam perambulantes, às apalpadelas por caminhos sem luz, os passos inseguros, as trevas assaltando -nos o horizonte.
Não pode acontecer de condenar-nos à mendicância, ao ser servil, a esta coisa abominável de ter cabeça e não pensar, ou de pensar, mas ter a consciência aprisionada a mais vil submissão.
Não pode acontecer de seguirmos condenados por uma tal identidade, assistindo à identidade comum ser violada e o humano reduzido a nada. Não chega de ser negro. Chega de ser tratado como negro, o negro valor de uso, fruto do abuso racial.
Não pode acontecer de continuarmos sendo “a carne mais barata do mercado”. Nem tão pouco de constituir-nos na mais cara. Não somos mercadoria de nenhuma espécie. Não servimos ao mercado.
Não pode acontecer que a nossa voz silencie, que das nossas gargantas não entoe mais o canto, que das nossas bocas não brotem os risos e dos nossos olhos, apenas lágrimas a enxugar-nos o pranto.
 Não pode acontecer que das nossas festas roubem a alegria e dos nossos ritos a magia, que desvirtuem e maculem as nossas crenças.
 Somos a noite que encanta o dia. Somos crianças, mulheres e homens livres. Somos nós os redentores da nossa liberdade. Liberdade que conquistamos na luta do dia-a-dia. Magnífica é a nossa liberdade. LIBERDADE CONQUISTADA.



O QUE É CONSCIÊNCIA NEGRA PARA VOCÊ?

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Campanha Consciência Negra em Cartaz
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“O que é consciência negra para você?”
O Governo do Estado de São Paulo, por meio de sua Secretaria de Estado da Cultura, lança a Campanha Consciência Negra em Cartaz.
A “consciência negra” é um dos mais emblemáticos discursos produzidos pelo movimento negro brasileiro e internacional desde a década de 1960. Este discurso visa fazer com que o cidadão consciente, negro ou não, deve informar, conscientizar os cidadãos não esclarecidos sobre o racismo, a violência, a discriminação que os negros sofrem no Brasil e fora dele, inclusive na África.
A “consciência negra”, hoje em dia e nesta campanha, em especial, não é um patrimônio exclusivo do movimento negro, nem tão pouco dos negros militantes, mas de todos (brancos, amarelos e indígenas) os indivíduos e grupos que lutam pela melhoria das condições sociais, econômicas e psíquicas da população negra.
Ao participar desta campanha, você estará dizendo o que é “consciência negra” para você, para os seus parentes e amigos, para o mundo que te envolve. Assim, conscientizará pessoas conhecidas e desconhecidas sobre a necessidade de se construir um mundo menos violento, mais fraterno, mais democrático e republicano.
Objetivos
O objetivo desta campanha é realizar uma discussão sobre as várias questões que envolvem a temática da consciência negra. E tal discussão será realizada através da elaboração de uma peça gráfica, o cartaz, buscando com isso o envolvimento e reflexão da população sobre o tema sugerido através da seguinte pergunta: “O que é consciência negra para você?”, as várias respostas a essa questão deverão aparecer expressas nas idéias dos participantes.
Participação                          
Os participantes deverão ser pessoas físicas, de qualquer idade, residentes ou não no estado de São Paulo. Poderão participar designers gráficos, publicitários, artistas plásticos, estudantes e  o público em geral. A inscrição poderá ser feita em nome de uma pessoa ou equipe.
 

Magno Cruz - MAIS UMA HOMENAGEM TARDIA (ainda que válida)

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A Câmara Municipal de São Luis, através do gabinete do vereador João Batista Matos, tem a honra de convidá-lo para a sessão solene póstuma em homenagem ao Engenheiro e Militante do Movimento Negro Senhor Magno Cruz, a realizar-se no dia 13.09.10, às 11h, no Plenário da Câmara.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

ISSO É COISA DE NEGRO!

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Joãozinho Ribeiro 

 
Por muito tempo ouvi essa expressão ao longo da minha existência para retratar de forma pejorativa as ações, comportamentos, atitudes e iniciativas de representantes afro-descendentes. Algumas sem maiores intenções de ofensas, outras carregadas fortemente de um teor preconceituoso e racista.

O povo negro no Brasil resistiu bravamente a todas as formas de opressão e degradação da pessoa humana; do degredo propriamente dito da distante Mãe África ao açoite nas senzalas, às profissões e ofícios mais aviltantes no pós-escravidão, à falta de isonomia nas oportunidades, passando pela eliminação física nas batidas policiais, à moradia indigna nos mocambos, palafitas e favelas.

Tudo que nós, afro-descentes, conquistamos até então foi fruto de lutas históricas, de muito suor e sangue, e também de muitas mortes. O reconhecimento da saga e do martírio do povo negro é uma página da tenebrosa História do Brasil, que precisa ser recontada e reescrita milhões de vezes e ensinada nas escolas como disciplina obrigatória, a fim de que as atuais e futuras gerações possam viver em harmonia e promover a cultura da paz, sem pieguices, como bem nos ensina o professor Boaventura dos Santos: "graças e não apesar das nossas diferenças".

É neste contexto que devemos entender e celebrar o dia 20 de novembro - Dia da Consciência Negra - assim decretado e reconhecido nacionalmente, como a data da morte de Zumbi dos Palmares, símbolo maior da heróica resistência do povo negro no Brasil ao flagelo da escravidão e a todas as formas de opressão. Um grande grito pelo Direito à Liberdade!

Coisa de Negro, sim, seu doutor!

Coisa de Negro Cosme, nosso grande herói da Balaiada; de João Cândido, nosso almirante negro da revolta da chibata; de Maria Firmina, primeira mulher negra da literatura maranhense; de Nascimento Moraes, nosso baluarte da ecologia; de Dica, das lutas comunitárias pelo direito à liberdade de expressão; de João do Vale, o maranhense do século; de Antônio Vieira, nosso grande e eterno menestrel; de Apolônio, Anivô e Leonardo, que tantos toques de vida nos ensinaram e continuam ensinando nas suas imemoráveis lições; das Célias, Maria e Sampaio, com as suas vozes divinas; de Rosa Reis, rainha africana, a esbanjar encantamento por todos os cantos do mundo; de Dona Teté, imortalizada pelo seu Cacuriá, que atravessou o Estreito dos Mosquitos e os oceanos; do inesquecível parceiro Escrete; da Dra. Graça Reis Lopes e Sebá, irmãos dos quais tenho imenso orgulho e admiração; de Eliane Morais, conhecida com preta, nos tempos de organização revolucionária; de Jorginho Miséria e Sabará, figuras que deixaram suas impressões digitais nas militâncias culturais do Anjo da Guarda; de Magno Cruz, Dr. Luisão, Manoel dos Santos, Mundinha Araújo e tantos outros militantes do movimento negro que hoje são referência para a nossa cidadania cultural; de Mestre Felipe de Sibá, o maior do tambor-de-crioula, patrimônio cultural brasileiro; dos nossos mestres das danças populares, Profa. Waldecy Vale, Zumbi Bahia e Saci Teteléu, artistas de muitos instrumentos.

Coisa de negro, sim, seu doutor!

Coisa de Mãe Andressa, da Negra Fulô, da incansável companheira Célia, advogada militante, que tanto lutou pelos Direitos Humanos em nosso estado; de Luiz Fernando "Prego", que bordou a canção "Pérolas Negras" para o deleite dos nossos ouvidos; da Banda Guetos, de Tadeu de Obatalá, de Candinho e Paulino Akomabú, a primeira formada por negros, que até hoje permanece firme com sua proposta no cenário musical maranhense; Coisa de Pai Euclides, do Maranhão ao Benin; de Creusamar de Pinho, que disputa a todo instante os espaços para o exercício do direito à moradia digna para as populações mais humildes e necessitadas; de Sílvio Bebém, Chocolate e do deputado, Domingos Dutra, meus aguerridos companheiros de Partido; de Manoel Rubim da Silva, por tudo que legou à Receita Federal do Brasil e está legando à literatura e à Universidade Federal do Maranhão; de Luis Carlos Guerreiro, com a sua muitas vezes incompreendida irreverência, mas sempre leal às grandes causas populares; dos companheiros do Ministério da Cultura, Adair Rocha, da Representação Regional do Rio de Janeiro, e Henry, da RR de São Paulo; do Prof. Muniz Sodré, Zulu Araújo e Nascimento Júnior, dirigentes da Fundação Biblioteca Nacional, Fundação Palmares e do Instituto Brasileiro de Museus; coisa do Grupo de Dança Abanjá e do mais que glorioso Centro de Cultura Negra, que já passou dos trinta, consolidando-se como um vivo exemplo para todo movimento negro do Maranhão; coisa das nossas seculares comunidades quilombolas espalhadas por todos os territórios de identidade que permeiam as geografias das nossas ancestralidades.

De muitos e tantos outros negros que deixei de citar, por ignorância ou esquecimento, a quem homenageio com as estrofes de duas belas parcerias que permanecem no cancioneiro e na memória do povo negro do Maranhão:
"Bandeira de Liberdade", em parceria com o saudoso irmãozinho Escrete:
"Gaiola não é prisão pra negro/prende segredos, mas não pode nos prender/que bandeira é aquela?/é Luther King, é Zumbi, Nelson Mandela".

"África, Brasil, Caribe", em parceria com cantor e compositor Beto Pereira:

"Meu país, meu continente/minha nação varonil/minha América Latina/meu pedaço de Brasil/minha tribo, minha gente/minha raça, meu amor/meu futuro, meu presente/é da cor da tua cor".

ISSO É COISA DE NEGRO!


 

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