sábado, 12 de março de 2011

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Garotas do Oscar Frota vão ficar peladas na porta da prefeitura

As garotas que freqüentam o espaço Oscar Frota, um cabaré conhecido por Xirizal, ameaçam fazer um movimento na porta da Prefeitura de São Luís, na praça Dom Pedro II.
Xirizal pode fechar as portas a partir do dia 17
Xirizal pode fechar as portas a partir do dia 17
Elas estão revoltadas com o anúncio de obras de drenagem do Canal do Portinho, justamente onde funciona os bares, deixando centenas de garotas desempregadas.
“Se a obra iniciar, vamos ficar nuas na porta da prefeitura para chamar a atenção ao nosso problema. É de lá que retiramos nosso pão de cada dia”, diz Isabel Fontoura, 34 anos, uma das operárias do sexo
“Esse prefeito quer acabar com nosso ganha pão. Se ele acabar com o ‘Xirizal’, como vamos sustentar nossas famílias? Ele vai ter quer criar o Bolsa Rapariga”, desabava Rosângela Sousa, 20 anos de luta diária no pedaço
Orçados em R$ 6,1 milhões, os serviços fazem parte de um onjunto de intervenções estruturantes que inclui projetos de drenagem, saneamento, rede de distribuição de água e pavimentação com o objetivo de garantir mais qualidade de vida à população da capital maranhense.
“Os pontos críticos da nossa cidade, que são uma vergonha para todos nós, vão acabar, pois é para isto que estamos trabalhando com tanto esforço e com tanta dedicação”, afirmou o prefeito João Castelo no ato da assinatura da ordem de serviço para o início da obra.
Com auxilio do jornal O Extra

sexta-feira, 11 de março de 2011

NEGROS QUE VOCÊ DEVERIA CONHECER

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MANOEL RUBIM - UM EXEMPLO DE DECÊNCIA E CIDADANIA

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2 de fevereiro de 2009
manoel rubim da silva
“Não há glória sem sacrifício”
Caso raro de negro que assumiu posto de chefia no alto escalão da máquina pública, o ‘xerife’ da Receita diz que a vitória tem mais sabor quando vem com dificuldades
Décio Sá
Da equipe de O Estado
O ex-servente do TCE (Tribunal de Contas do Estado) Manoel Rubim da Silva é um caso raro no Maranhão de pessoa da raça negra que conseguiu, pelo talento, estudo e dedicação, chegar onde raramente só se vê brancos.
Aos 51 anos, o menino pobre do Retiro Natal, contemporâneo do músico Roberto Rafa e do poeta e sambista Antônio Vieira, é hoje o responsável no Estado pela arrecadação de R$ 420 milhões anuais aos cofres da Receita Federal.
Delegado da Receita Federal em São Luís, com jurisdição sobre todo o estado à exceção da região sul, é responsável pelo recolhimento do Imposto de Renda de cerca de 1 milhão de maranhenses e 100 mil empresas.
Sobre o trabalho diz não ser fácil. “Nosso cliente é o contribuinte e nossa mercadoria ninguém compra com prazer: imposto”. Desde que assumiu o posto, há um ano e quatro meses, houve um incremento em torno de 30% da arrecadação no Maranhão.

De origem humilde, o representante do ‘Leão’ no estado, Manoel Rubim, começou a trabalhar aos 13 anos

Brincalhão, o homem que representa o “Leão” no estado diz, numa referência a episódios racista de que já foi vítima, que “só fica zangado quando ofendem a Princesa Isabel”. Manoel Rubim da Silva nasceu, cresceu e ainda mora no bairro do Retiro Natal, muito confundido com o Monte Castelo. “Ainda não consegui me desvencilhar do bairro”, explica.
É filho do mecânico Ovídio Victor da Silva (já falecido) e da dona de casa Cândida Rubim da Silva. Tem duas irmãs e um irmão. Solteiro, é pai da estudante Emanuele de Fátima Rubim da Silva, 15 anos.
EDUCAÇÃO - O delegado da Receita conta que teve uma infância recatada por força da educação imposta principalmente pelo pai. “Meu pai tinha um certo rigor e eu saía pouco de casa. Hoje até agradeço por isso.”
As únicas brincadeiras de que participava era jogar botão, criar passarinho e a tradicional pelada numa rua calçada com paralelepípedos. Como o pai tinha uma oficina mecânica em casa, começou a trabalhar cedo, aos 13 anos. “Não há glória sem sacrifício.”
Ovídio foi chefe da oficina mecânica da Prefeitura de São Luís na década de 50, se aposentando em 1958 para montar seu próprio negócio em sua residência. Além de consertar os carros, ele vendia peças. Foi a primeira loja especializada no ramo em São Luís.
“Eu comecei a trabalhar em 1963, aos 13 anos. Foi uma forma que meu pai encontrou para me chamar à responsabilidade. Naquela época não era ligado muito nos estudos”, diz Rubim. Ele conta que a mãe, natural de Icatu, teve de abandonar um emprego de professora municipal para cuidar da família.
Em relação aos estudos conta que viveu três momentos. Fez um primário muito bom, um ginásio nem tanto, voltou a se encontrar no segundo grau e fez um excelente curso técnico. Ainda participando do curso técnico de Contabilidade no extinto Colégio São Luís, o hoje delegado da Receita Federal conseguiu uma vaga de servente no TCE, em 1970.
“Tinha de trabalhar porque meu pai havia morrido - em 1968 - e precisava arcar com minhas despesas”, explica. Depois de concluir o curso técnico de Contabilidade foi aproveitado no órgão como técnico no setor que fazia inspeção nas prefeituras.
Do TCE recebeu um convite para chefiar o setor de contabilidade da então Secretaria de Segurança Pública. Ainda no cargo fez concurso para o Dasp (Departamento de Administração do Serviço Público), órgão do Governo Federal que fazia a contratação de servidores.
Devido à sua boa colocação no concurso - ficou em 1º lugar no Maranhão e em 2º no Brasil - foi chamado para trabalhar no Ministério da Fazenda. Assumiu o cargo em 1976, mesmo ano em que passou no vestibular da UFMA.
concursos - Depois de se formar em Contabilidade, passou em mais três concursos em nível federal, quase ao mesmo tempo, optando pelo de auditor fiscal da Receita. Em seguida foi aprovado para ser professor da UFMA.
Com apenas quatro meses na Receita foi convidado para ser chefe da seção de tributação no órgão. Foi galgando degraus na repartição até assumir em 2001 o cargo de delegado.
Rubim conta que estava preparando sua aposentadoria quando foi convidado para assumir o posto de delegado. “Só aceitei o cargo para mostrar que tínhamos pessoas capacitadas para conduzir a Delegacia.”
Ex-presidente do Conselho Regional de Contabilidade, Rubim representa atualmente o Conselho Federal da categoria na Associação Interamericana de Contabilidade com sede em Miami (EUA).
Ele conta que sua juventude foi normal. Curtiu os Beatles e se vestia como os ídolos da Jovem Guarda. “Nessa época também eu e alguns amigos montamos um grupo de estudo para discutir coisas do Brasil”, lembra.
Rubim se declara católico relativamente praticante. “Não vou à missa toda semana, mas rezo diariamente”, destaca. Diz ser dependente de esporte, principalmente da caminhada e da natação.
Afirma ter aprendido a nadar com o poeta e compositor Antônio Vieira, seu vizinho. Na juventude chegou a participar informalmente de um grupo musical do qual faziam parte, entre outros, Zé Márcio, Sadir, Paulo Trabulsi e Roberto Rafa.
Lê de quatro a cinco livros ao mesmo tempo. Apaixonado pela cultura popular maranhense, é também fã de uma seresta. “Não chego a ser um pé-de-valsa, mas adoro dançar.”

“Discriminação às vezes não se percebe”
Nem o fato de o Maranhão ser considerado o terceiro estado do país com maior número de negros livrou um integrante da raça a ser vítima de racismo no estado. Manoel Rubim conta que um dos episódios racistas de que foi vítima aconteceu em 1986. Ele tinha estacionado o carro na porta do Conselho Regional de Contabilidade para participar de uma reunião.
Na saída não conseguiu dar partida no veículo com problemas de bateria. 

Vítima de racismo algumas vezes, Manoel Rubim diz que esses episódios não devem intimidar os negros
Enquanto providenciava nova bateria, um perturbador das redondezas aproximou-se e disse que “isso era coisa típica de negro e a culpada era a Princesa Isabel”.
“Nem pensei. Dei-lhe um tremendo sopapo que o sujeito caiu no meio da rua”, conta. Em outra oportunidade o caso foi dentro de um avião. Ao procurar o seu assento no avião, a passageira ao lado surpreendeu-se de tal modo com um negro próximo ao seu assento que pediu para mudar de poltrona. “Minha surpresa não foi nem com ela, foi com a aeromoça que atendeu o pedido”, revelou.
Rubim diz, no entanto, que esses episódios não devem intimidar as pessoas da raça negra. “Isso não deve nos diminuir. A gente tem de passar por cima de tudo.”
Ele conta, porém, que muitas pessoas ficam satisfeitas ao ver que um negro chegou a um posto tão alto. “A vitória tem mais sabor quando vem com dificuldades, não de mão beijada”, declara. Ele se diz favorável à criação de cotas para negros no serviço público.
“É inegável que você vê a presença do negro em postos relevantes de forma minguada. Seria um fato normal? Eu acho que não! Isso é fruto de anos e anos de discriminação. A sociedade brasileira tem uma dívida com a raça negra e essa dívida precisa ser paga de alguma maneira”, afirma.
Rubim diz ainda não acreditar que o sistema de cota será o responsável pela ascensão da raça na sociedade brasileira. “Vai depender da conscientização do negro de ser igual aos demais. Mas, pela primeira vez, estamos vendo um governo preocupado com isso”, finaliza.
Auto-retrato
Nome: Manoel Rubim da Silva
Idade : 51 anos
Profissão: Auditor da Receita Federal e Professor Universitário
Filiação: Ovídio Victor da Silva (já falecido) e Cândida
Rubim da Silva
Estado Civil: Solteiro
Filha: Emanuele de Fátima Rubim da Silva, 15 anos
Mania: Leitura
Defeito: Falar demais e confiar muito nas pessoas
Qualidade: “Prefiro que as pessoas que me conhecem falem sobre isso”
prazer: Ver as pessoas satisfeitas
Indignação: Inveja
Planos para o futuro: Aposentar-se para se dedicar ao ensino e à pesquisa

NEGROS QUE VOCE DEVERIA CONHECER

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Uma história luta em prol do movimento negro no Maranhão


Professora Izaura Silva:germe da militância veio desde a tenra idade
A pedagoga Izaura Silva tomou gosto pela arte de educar ainda muito cedo por influência da tia “Mundiquinha”, uma professora leiga, que lecionou para todas as crianças do povoado onde ela morava com seus pais no município de São Luis Gonzaga do Maranhão.
Ainda criança, seu primeiro contato com a profissão ao ajudar os primos menores a fazer a lição de casa.
Quando adolescente seu maior sonho era se formar professora leiga na sede do município para ensinar as crianças de seu povoado.
Com o incentivo dos pais, Izaura Silva superou as expectativas da época ao concluir o ensino médio e formar-se em pedagogia pela Universidade Federal do Maranhão (Ufma), em São Luis, em 1978, três a nos após aprovação no vestibular.
Entre 1982 e 1984 fez especialização em educação Pontífice Universidade Católica de Minas Gerais e em 2005 concluiu o curso de mestrado também em educação.
Filha de lavradores pobres, Izaura enfrentou muitas adversidades. Na década de 1960 ele foi obrigada a ir morar nos municípios de Bacabal e Pedreiras, para concluir o ensino fundamental e normal pedagógico respectivamente.
A militância no movimento negro também surgiu com a orientação dos pais que a alertavam para a necessidade de valorizar a cultura negra como estratégia de residência.
Ao deixar São Luis Gonzaga ela se deu conta da importância da recomendação ao se deparar vários casos de racismo.
Em São Luis ela integrou o coral da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), participou do movimento que criou o Centro de Cultura Negra do Maranhão (CCN-MA) e Centro de Cultura Negra de Caxias onde também morou.
Ao chegar em Imperatriz, no inicio da década de 1980 ela deu inicio ao movimento que criou o Centro de Cultura Negra Negro Cosme, apoiou a criação do Núcleo de Estudos Afro-Indigena da Uema, Ufma e prepara o lançamento de mais um, agora no campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão(IF-MA) que será criado na próxima terça-feira.
Ao fazer uma avaliação sobre a atuação de militante ela é humilde ao dizer que fez apenas uma parte ínfima e que ainda é preciso fazer muito mais.
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CONCURSOS PÚNÇICOS NO MARANHÃO

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Concursos abertos em São Luís e no Estado do Maranhão (MA) - inscrições abertas:

  • MA - Prefeitura de Luís Domingues - 134 vagas - salários de R$ 540.00 até R$ 700.00 - inscrição até 18/02/2011, taxa: R$ 35,00. Provas dia 20/03/2011. Informações: www.institutomachadodeassis.com.br
  • MA - COREN - Conselho Regional de Enfermagem - 14 vagas - Aux. Administrativo e Enfermeiro-Fiscal - salários de R$ 689.46 até R$ 1449.65 - inscrição até 20/03/2011, taxa: R$ 32,00. Informações: www.fsadu.org.br
  • MA - ECT - Correios - 5 vagas - Estagiários - salários de R$ 374.24 - inscrição até 28/02/2011, taxa: R$ 70,92. Informações: www.correios.com.br
  • MA - Prefeitura de Bela Vista do Maranhão - 203 vagas - salários de R$ 540.00 até R$ 5000.00 - inscrição até 18/02/2011, taxa: R$ 60,00. Provas dia 20 de março de 2011. Informações: www.castrodigital.com.br
  • MA - Prefeitura de Morros - 270 vagas - salários de R$ 540.00 até R$ 4000.00 - inscrição até 25/02/2011, taxa: R$ 70,00. Provas dia 20 de março de 2011. Informações: www.institutoazimuth.com.br
  • MA - Prefeitura de Pirapemas - 239 vagas - salários de R$ 510.00 até R$ 3000.00 - inscrição até 06/03/2011, taxa: R$ 27,00. Informações: www.fsadu.org.br
  • MA - UFMA - Universidade Federal do Maranhão - 22 vagas - Técnicos Administrativos - salários de R$ 1821.94 até R$ 2989.33 - inscrição até 27/02/2011, taxa: R$ 48,00. Provas dia 20 de março de 2011. Informações: www.ufma.br
 
Veja os cursos preparatórios no estado do Maranhão:
Você que mora no estado do Maranhão fale-nos um pouco sobre os concursos, concorrência e principais cursinhos preparatórios. Mande e-mail para: sugestoes@concursospublicosonline.com
 

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